Casos de dengue saltam de 12 para 35 em uma semana na Comcam
Os casos de dengue aumentaram de 12 para 35 em uma semana na região de Campo Mourão. São 23 registros a mais que na semana passada. Até o momento, 11 municípios apresentam confirmações da doença. Os números foram divulgados nessa quarta-feira (5) pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, e são referentes de janeiro até agora.
O boletim aponta que a região tem ainda 677 notificações e 285 casos prováveis da doença. O município de Altamira do Paraná apresenta o maior número de casos: 18. Em Campo Mourão, foram confirmados os dois primeiros casos de 2025.
As confirmações por município são: Altamira do Paraná (18), Araruna (1), Barbosa Ferraz (1), Campo Mourão (2), Engenheiro Beltrão (1), Goioerê (3), Moreira Sales (4), Quarto Centenário (2), Roncador (1), Terra Boa (1) e Ubiratã (1).
Em todo o Paraná, foram registrados 2.313 novos casos da doença. Não houve registro de óbito no período. Com os dados da semana, os números do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 47.144 notificações, 9.421 diagnósticos confirmados e quatro óbitos em decorrência da dengue. No total, 378 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 262 tiveram casos confirmados.
O boletim traz ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 387 casos de Chikungunya, com um total de 1.005 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 19 notificações e nenhum caso foi confirmado.
Devido ao período chuvoso e altas temperaturas, clima propício à doença, a Saúde alerta a população para que reforce os cuidados de prevenção e eliminação do Aedes aegypti. Na região da Comcam, os municípios vêm intensificando ações de controle ao Aedes com arrastões para recolhimento de lixos, orientação à população e reforço no trabalho de agentes de endemias.
Em Campo Mourão, por exemplo, a saúde vem fazendo a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI). O trabalho foi iniciado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de áreas com maior índice de infestação. “Estamos com 15 localidades com índice de infestação acima de 4%, chegando até 12%. Então, pontuamos primeiramente as unidades de saúde desses locais. Depois das unidades de saúde, vamos ampliar para os ginásios, escolas, CMEIs, creches, enfim, em qualquer imóvel que receba uma grande quantidade de pessoas e que fique dentro dessas localidades com maior índice de infestação do mosquito”, falou a coordenadora de campo de endemias em Campo Mourão, Marinalva Ferreira da Luz.